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Depois de muita hesitação, resolvi disponibilizar o meu primeiro livro na Internet. Sim, este foi o meu primeiro livro.

Composto por um pequeno prefácio escrito depois de um terrível pesadelo, dividido em cinco partes, contendo 329 aforismos e um posfácio, o livro foi, acima de tudo, um processo de aprendizagem e despojamento para mim.

Começou a ser escrito em março de 2005. Naquela época, eu contava então com 22 anos e tinha acabado de pôr a cabeça para fora das águas de um rio sombrio e sentimentalmente devastador chamado depressão. As águas do rio, todavia, ainda me puxavam para baixo... Isso não impediu, no entanto, que concluísse o livro como desejava ter concluído.


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É muito interessante contemplarmos dois livros tão distintos e, não obstante, escritos por uma mesma pessoa, numa mesma época. Pois é isto o que ocorre com este livro e a Perspectiva. Eu mesmo costumo dizer para mim mesmo que a Perspectiva foi escrita pelo meu lado cético, agnóstico e ateu, e que a Depressão: Uma Abordagem Filosófica foi escrita pelo meu lado "crente", que tem "fé", mas não fé em Deus ou deus, e sim fé no conhecimento, fé na verdade e em ideias que se sustentam sozinhas. Realmente, se eu não tivesse passado dois meses escrevendo esse livro há cerca de sete anos, não acreditaria que tinha sido escrito por mim mesmo.

O livro é pequeno, aproximadamente 50 páginas, e sofreu uma influência estrondosa de Spinoza (sim! eu já fui Spinoziano). O método de exposição é, acreditem, o mesmo utilizado por Spinoza em sua Ética, com algumas poucas diferenças, porém é baseado em teses e demonstrações. Algumas ideias também vieram dos estudos da Ética.

Falar sobre esse livro é difícil para mim e, ao mesmo tempo, tenho muitas coisas a dizer sobre ele: é ingênuo em muitos aspectos, mas profundo em outros; sua base é pouco original, mas sua estrutura é única. Trata-se de um dos frutos de vários anos de crises depressivas e tornou-se, ao longo dos tempos, o meu escrito mais controverso para mim mesmo, o que mais me traz dúvidas acerca de sua natureza enquanto livro. Na verdade, a minha ideia inicial sempre foi a de nunca publicar esse escrito, pois eu mesmo achava-o completamente fora do meu tempo, achava que não poderia ser um livro, pensava comigo mesmo que era um escrito que realmente "cheira à Idade Moderna", um escrito demasiado especulativo. E ainda hoje penso tudo isso.

Não obstante, muitas das ideias expostas nele ainda estão comigo. Ademais, ele traz, na forma de ideias, grande parte de minhas experiências com a depressão.


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Era então o final de 2006. Na universidade, estava concluindo o curso de Matemática. Já havia feito o concurso para o magistério estadual, realizado um ano antes, e tinha passado, isto é, estava prestes a ser chamado para ser professor da rede estadual de ensino. Eu trabalhava, porém em outro emprego: não sabia o que era ser professor. Um belo dia, em novembro do referido ano...

"(...) apareceu-me esta idéia: colocar no papel todas as minhas mais importantes experiências que tive no curso de licenciatura e, sobretudo, escrever a respeito das minhas expectativas acerca do novo caminho que tenho para percorrer — e quem sabe se depois de algum tempo em sala de aula, eu não volte a escrever sobre essas mesmas expectativas, sobre minhas ilusões e posteriores desilusões."

Essa pequena parte do prólogo do livro descreve bem qual foi minha intenção ao escrevê-lo. No entanto, o livro terminou ficando mais abrangente e divagador: não apenas minhas expectativas, mas muitos temas relacionados à educação são abordados. O livro é amplo, e por isso mesmo resolvi colocar o título "Fundamentos da Educação".

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No início de 2007 resolvi começar a escrever um diário com reflexões diversas baseado em irrelevâncias do dia-a-dia. O "Diário Filosófico" começou então a ser escrito no dia 06 de maio de 2007 com reflexões de cunho mais pessoal, passando progressivamente a pensamentos mais meticulosos, distanciando-se um pouco da essência de um diário, por assim dizer. Contendo 73 páginas, essa versão que disponibilizo não contém todas as anotações do diário (algumas morrerão comigo em virtude de seu teor), mas abarda cerca de 95% do que foi escrito nele no período de maio de 2007 até julho de 2009, passando por períodos de hiato.