Capítulo IV - Conclusões dos Capítulos Anteriores

 

Ponderei e achei melhor criar um capítulo com as conclusões até aqui tiradas bem como com os termos definidos, pois utilizar-me-ei deles para posteriores desenvolvimentos. Eis as conclusões e as definições:

I – O universo é ilimitado no tempo e no espaço.

II – Todo corpo material possui um correlato imaterial, isto é, todo ser é imaterial e material ao mesmo tempo.

III – Chamo de propriedade extensiva à infinidade da extensão do universo, isto é, trata-se da própria extensão como sendo considerada uma propriedade infinita do universo.

IV – Chamo de propriedade sensitiva ao sentir infinito que podemos aplicar ao universo, ou seja, é o próprio sentir sendo considerado uma propriedade infinita do universo.

V – Chamo de alma a toda a parte imaterial do homem.

VI – Entendo por depressão uma espécie de tristeza cuja causa principal é um distúrbio químico corporal.

VII – A tristeza se refere tanto ao corpo quanto à alma.

VIII – Chamo de tristeza sensível à tristeza enquanto se refere à alma.

IX – Chamo de tristeza extensiva à tristeza enquanto se refere ao corpo.

X – Entendo por solidão uma tristeza cujo sentido nos é desconhecido.

XI – O sentido de viver depende da nossa contemplação da vida como um todo: sempre que contemplarmos a vida em toda a sua amplitude com tristeza, não teremos um sentido para viver; inversamente, quanto mais alegria desfrutarmos da totalidade da vida, mais sentido na vida encontraremos.